sábado, 27 de março de 2010

uma cena

No meio, quase fim da tarde. A chuva desabou ele, e o obrigou a parar.
Eu estava entre livros, no centro da cidade, vendo as pessoas passarem.
As lojas encheram, os restaurantes, os cafés.
Várias pessoas procurando abrigo e olhando ansiosamente para a chuva. Ela não cedeu.
E qual era o grande problema? Alguns de início se irritaram, fizeram careta, reclamaram.
Aos poucos o cheiro de café surgiu, preenchendo os ambientes. Desistentes sentaram, grupos se formaram e a cuiabania voltou a sua rotina.
Não aquela loucura de trânsito e preocupações. Mas a do café da tarde, e das boas conversas.
Homens de terno e alguns uniformizados contando da vida, do carro, do jogo, da rua. Adolescentes rindo de histórias e as mulheres se juntando as mesas, trocando ideias, opiniões e notícias. Por um instante, o tempo pode até ter parado, nenhum deles se importou.
A chuva cessou e o céu fez um espetáculo ao pôr-do-sol. E só então, um pouco mais leves, seguimos nossos caminhos.

sexta-feira, 26 de março de 2010

para não me perder

Quando moravam na mesma cidade, se conheceram em uma das destas do trabalho dos seus pais, sem saber do que estava acontecendo entre eles, pois era um assunto velado, até quando estavam a se separar, mais sempre desconfiaram que tinha algo estranho, principalmente quando o conflito já estava perto de explodir.
Após se conhecerem na festa, mesmo com a diferença de idade, alguma coisa os fez criarem um laço de amizade que para ele com o passar dos anos se transformou em um sentimento maior, que foi revelado e não correspondido, ficando assim adormecido em seu coração, para manter a amizade e se manter sempre perto dela.
Para ela, o momento da revelação foi um choque, que despertou um um ponto de duvida em sua mente, mais seu senso critico já formado deu a deixou continuar, deixando guardado e continuando sendo como era antes, apenas bons amigos.
Os dias que se seguiram foram dias nebulosos para ele, pois tinha que sufocar seu coração para poder continuar a tendo por perto.
O tempo passou e com ele a rotina tomou seus pensamentos, ele o encenava pianos e ele a acompanhava nas idéias doidas que tinha.
Ele gostava de olhar as estrelas com seu telescópio,que tinha ganho do pai dela, que era responsável pelo observatório da cidade.
ela já preocupada com provas e faculdade.
Ele era filho unica e tinha um quarto grande no segundo andar da casa.
Tinhas amigos na escola, mais sempre reservando o melhor de seu tempo para vela.
Tinha um bom relacionamento com os pais, mais não muito profundo, deixando certos assuntos guardado.
Ela quando o conheceu, estava no cursinho,ela trabalhava em uma cafeteria da cidade, tinha muitos amigos, gostava de ler e coisas diferentes, amava a noite, não tinha um bom relacionamento com sua mãe, tendo sempre atritos, se apoiando em seu pai que considerava uma coluna de apoio e o admirava como homem, pai amoroso e trabalhador. Tinha mais dois irmãos um mais velho que estudava fora e um casula. eram muitos ligados, o irmão mais velho era noivo e ela gostava muito de sua noiva.

para não me perder

A mãe tinha um caso com o pai de sua melhor amiga que um dia iria se apaixonar por ela que sempre o cortava quando o assunto ia para este lado. Ela 5 anos mais velha que ele.
Quando o segredo de seus pais foi descoberto ela se mudou junto com seus pais que não se separaram, para outra cidade distante.
Seus pais se separaram mais continuaram a morar na mesma cidade, morava com seu pai, até entrar na faculdade, perdendo completamente o contato com sua amiga, que já estava na faculdade e estava tendo um relacionamento serio com outro rapas, mais sempre com um fio de afeto com o amigo de sua infância.
Sabia que gostava dele, mais ela a achava muito jovem e nunca arriscou tentar, mais com o tempo e a distancia e com tudo que veio a acontecer, este sentimento foi sufocado pela vida.

para não me perder

Quando morava com seus pais, sempre os acompanhava em eventos e festas do trabalho de sua mãe.

Ele encontra ela ainda noiva na cidade de seus pais ... depois de uma longa conversa, der-repente um beijo ...
Ela se afasta e sofre.
Ele já gosta de outra garota, mais ela ainda mora em seu peito.
Ela se afasta e some, se casa e muda da cidade.
Ele cicatriza o coração, e continua sua vida com seu novo |amor|.
Passa se do tempo e ela volta a cidade, seu marido tinha morrido e estava de volta a casa de seus pais.
Ele não sabia que ela votara, estava vivendo uma nova vida com um novo |amor|.
Ela triste e deprimida com a morte de seu marido.
Morando na mesma cidade, sem um saber do outro, eles se reencontram em uma comemoração em um dos parques da cidade e em meio a multidão, um novo beijo abre as feridas já cicatrizadas pelo tempo.
Ela ainda abalada pela morte do marido,se sente culpada, pois as lembranças recentes em sua mente joga culpa sem seu coração.
Ele com seu novo amor, entra em conflito, seus dias passam a ser mais doido, seu coração se enche de duvidas e medo.
Medo das conseqüências de uma escolha e duvida do que realmente sente e sabendo que ela está tão perto, teme que ao reencontra la seu coração revele seus pensamentos.
Ela tenta ainda em conflito, tenta entender o que realmente está acontecendo.
Ele tenta esconder, mais seu novo |amor| percebe que algo mudou.
Ele estava mudado, não conseguia mais ser o mesmo, seus pensamentos voavam longe e seu coração a muito tempo cicatrizado e adormecido, voltara a bater e dolorido mais vivo.
Isto transparece ao ponto de seu novo amor não suportava mais e mesmo sem saber da presença dela, o deixa pois não aguentou mais lutar contra sentimentos que não conhecia.
Ele então sozinho novamente, livre para ainda preso a culpa, entra em conflito e fica receoso em procura la, mais depois de algum tempo, sai a procura dela, um mes já tinha se passado do ultimo encontro.
Descobre que estava morando na casa de seus pais, vai até lá e descobre que o acidente que vira no jornal da semana passa um casal avia morrido fora com os pais dela, a casa estava fechada, ela tinha voltado para antiga cidade.
Ela não suportou ficar onde lembranças a machucavam a todo momento,onde onde sabia que ele já tinha um novo amor, a dor da duvida a consumia e para suportar, voltou a cidade onde morava e ao seu antigo emprego.

cena

Num piscar de olhos todos os rorriso e risadas cessaram, um silencio mortal invadiu o ambiente, olhos esbugalhados fixos, como se apropria morte tivera entrado pela porta.Vendo o espanto no rosto de seus amigos seu sorriso lentamente se desfez,e um olhar de duvida ocupou seu rosto,virando lentamente para traz viu na porta um homem todo ensopado, vestindo uma capa de cor escura ......

apartamento

Cheiro de poeira, janela fechada caixas espelhadas, apenas uma cadeira com duas cadeiras e um colchão de molas.A torneira da pia da cozinha pingando e molhada como se a pouco tivera sido usada.
A luz do sol entrava pela janela ao sul do apartamento, que dava para a frente do prédio.